quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Saiba mais sobre o autismo com Maria Luci Gomes no Xeque-Mate dessa semana

Foto por Brunna Brok
Maria Luci Gomes Maia é educadora e mãe de cinco filhos, sendo dois deles gêmeos portadores de autismo. Formada em Pedagogia na FURN (atual UERN) e com especialização em Psicopedagogia pela UFRN, a mãe de Ângelo e Augusto utilizou os conhecimentos adquiridos na área educacional para facilitar a integração dos gêmeos na sociedade. Maria Luci foi uma das fundadoras da APAARN (Associação dos Pais e Amigos dos Autistas do Rio Grande do Norte), onde ocupou a presidência do projeto por três mandatos. Criou, ainda, o Jardim Escola Dois Amores - conhecido atualmente como Escola Educar - voltada ao desenvolvimento de alunos portadores (ou não) de necessidades especiais.

Foto por Lua Benatto

Na entrevista, a pedagoga conta a história de Ângelo e Augusto nestes 27 anos de vida dos gêmeos. Lembra que com nove meses de nascidos, eles já apresentavam traços nada normais: permaneciam apáticos, não balbuciavam e nem reagiam a estímulos. Tais características fizeram com que Maria Luci procurasse ajuda profissional de um psiquiatra. Mas o diagnóstico dado pelo médico não apontou exatamente a causa do comportamento dos meninos. Só a partir dos quatro anos de idade, após uma verdadeira peregrinação por diversos hospitais do RN e do sudeste do país, os irmãos começaram a receber um tratamento adequado (de acordo com a época, é claro).

Foto por Lua Benatto

Além dos relatos de várias situações ocorridas na trajetória dos dois irmãos, são esclarecidos pontos importantes sobre o distúrbio, como suas características, os inúmeros preconceitos sofridos em decorrência dele e o papel fundamental da escola no processo de amadurecimento dos portadores do autismo. Para Maria Luci, "a família é primordial", ela acredita que a família é o instrumento indispensável para se integrar os autistas no meio social.

Foto por Lua Benatto
O programa que vai ao ar nesta sexta-feira, a partir das 19h, será marcado pela discussão de um conteúdo bastante relevante no que diz respeito ao autismo, suas conseqüências, as barreiras a serem vencidas pelos portadores e suas famílias e alerta para o respeito que devemos ter ante à diferença. Enfim, Imperdível!

Texto por Maríllia Graziella

Pauta por Gunther Guedes e Vitor Honorio

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Roberto do Acordeon e seu forró no Xeque Mate desta sexta

Roberto do Acordeon, 60 – batizado Roberto José Belém dos Santos – é sanfoneiro. Ofício que o possibilitou dividir o palco com Luiz Gonzaga e Dominguinhos, trazendo com isso seu reconhecimento no cenário musical. Nascido no Rio de Janeiro, em 1948, foi levado antes de completar um ano de idade (dentro de uma caixa de papelão), para Paratibe (PE), em um navio. Na cidade do interior pernambucano foi criado pelo avô Euclides, o qual presenteou Roberto, aos seis anos, com seu primeiro instrumento – uma sanfona com quatro baixos. Além dos muitos fãs, tem como coroação de seu trabalho o lançamento de 12 discos.

No Xeque-Mate desta sexta, Roberto do Acordeon, residente em Natal desde o fim da década de 70, fala sobre sua trajetória no mundo da música, desde seu difícil início de carreira – quando tocava em feiras, circos, teatros e bordéis – até sua melhor fase, onde pôde viajar pela Europa para fazer apresentações em alguns países como Suíça, França e Itália. Lembra com carinho de seu encontro musical com Luiz Gonzaga (o qual resultou em uma duradoura amizade), revela também sua paixão por Natal e ainda afirma ser o cantor e instrumentista Dominguinhos, o melhor sanfoneiro do mundo. Atualmente o sanfoneiro faz shows ao lado de seu filho de 14 anos que já decidiu seguir os passos de Roberto do Acordeon no mundo da música.



Vale a pena assistir essa animada e musical entrevista como o sanfoneiro Roberto do Acordeon! Nessa sexta (17/10), às 19h, na TVU!

Texto por Carlos Henrique Goes Araújo e Marilton Medeiros

Pauta por Luciana Oliveira e Cintia da Hora

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

CIÊNCIA E FÉ COM ANA MARIA DE AZEVEDO NO XEQUE- MATE DESTA SEXTA-FEIRA


Ana Maria de Azevedo poderia ser hoje mais uma dona de casa ou professora do grupo escolar de Florânia, onde nasceu. Mas a sede pelo conhecimento a fez tomar outros rumos. Após ler todos os livros que compunham a biblioteca municipal, ainda durante sua infância e juventude, Ana Maria resolveu enxergar com os próprios olhos o mundo que conhecera através de suas leituras. O primeiro ponto de parada seria a capital do estado. Em Natal, cursou Mineração (na então ETFERN, hoje, CEFET) e alcançou o diploma de Geóloga pela UFRN. Mas a peregrinação em busca do saber não parou por aí.

Nascida e criada numa região permeada pela fé e rica em mitos religiosos – como a Santa Menina e a Cruz de Zé Leão, acerca dos quais já realizou estudos-, foi conquistada pela história dos mártires de Cunhaú e Uruaçu. Essa, tema de sua dissertação de Mestrado e do livro recém lançado: “De Cunhaú a Uruaçu: Mártires do Amor e da Fé”. A temática vai render muito pano pra manga durante o bate-papo com o jornalista Ruy Alckmin e os alunos de Comunicação da UFRN.

Nesta sexta, às 19h, na TVU, conheça a história e produção dessa mulher que tempera suas pesquisas com pitadas de fé e ciência. E saiba também sobre seu sentimento em presenciar a beatificação dos mártires de Cunhaú e Uruaçu realizada pelo Papa João Paulo II no Vaticano. E fique atento ao evidente prazer da pesquisadora em levar para além das fronteiras potiguares a riqueza de nossa cultura e religiosidade popular.

Assista ao Xeque–Mate, às 19h, na TV Universitária e dê um xeque na idéia de que ciência e fé não combinam!


Texto por Carlos Henrique Goes Araújo

Pauta por Fyllype Ytalo e Élmano Ricarte

terça-feira, 30 de setembro de 2008

SPINELLI DESCOMPLICA A POLÍTICA NO XEQUE-MATE DESTA SEMANA

José Antônio Spinelli é cientista social, professor do Departamento de Ciências Sociais da UFRN e possui no seu currículo várias publicações, além da militância nas lutas estudantis numa época em que não era permitido ver, ouvir e (muito menos) falar. Mas quem disse que, durante a ditadura, todos ficaram cegos, surdos e mudos? No Xeque-Mate desta semana, você vai poder observar a postura de quem vê, ouve e fala muito bem sobre política e seus efeitos na vida de cada de um de nós. E o que é melhor, de forma simples e descontraída.

Nesta conversa com Ruy Alkmim e alunos de Comunicação da UFRN, o cientista político aborda assuntos polêmicos como a Operação Impacto, deixando clara a necessidade de a população saber quem está envolvido, e, através do voto, dar sua resposta. Ele, ainda, especula sobre a possível influência que o apoio do Presidente da República pode ter nos rumos da campanha para prefeitura de Natal.

Spinelli dá seu recado aos jovens declarando serem eles grandes responsáveis pela renovação não só da mentalidade política, bem como dos próprios caminhos que a política pode seguir.

Outro momento que vale a pena ser visto é a análise que o convidado faz da relação entre mídia e política, com destaque para a apropriação que uma faz da outra, especialmente, nas propagandas eleitorais.

E ainda sobrou tempo para algumas dicas. Mas essas você fica sabendo só às 19h da sexta-feira, no programa Xeque-Mate da TVU. Assista nosso programa e dê um xeque na sua curiosidade!

Texto por Carlos Henrique Goes Araújo

Pauta por Juliana Bulhões

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Música Potiguar é destaque no Xeque-Mate dessa semana com a presença de Leide Câmara.

Nascida em Patu e formada em Educação Artística pela UFRN, Maria Leide Câmara de Oliveira se especializou na pesquisa da música potiguar. O trabalho se tornou tão envolvente que escreveu uma das mais ricas obras do cenário artístico do estado: Dicionário da Música do Rio Grande do Norte. Lançar o projeto representou a reunião de todo o acervo musical já produzido nas mais variadas épocas. Foram identificados artistas tanto na Academia Brasileira de Música quanto nos diversos movimentos brasileiros, como a Bossa Nova e o Tropicalismo.



Durante o programa, revela uma das maiores dificuldades na produção do Dicionário: procurar as obras musicais e retirá-las do esquecimento, impedindo que se perdessem no tempo e na memória das gerações passadas. Com 600 verbetes de músicos catalogados com discografia e musicografia, a obra conta ainda com trabalhos musicados de poetas, como Zila Mamede e Auta de Souza. Leide Câmara fala também sobre o lançamento do livro, que ocorreu em três grandes cidades brasileiras, Natal, Rio de Janeiro e Brasília. A partir daí iniciou-se a exposição "100 anos de música potiguar", que já recebeu a presença de pessoas ilustres, como Ariano Suassuna e o Senador José Agripino Maia.



A trajetória da escritora e pesquisadora foi marcada por inúmeros títulos, prêmios e reconhecimento internacional. O próprio príncipe de Gales enviou uma carta prestigiando seu trabalho. O sucesso dessa obra foi tamanho, que a segunda edição já está em andamento.

"O Dicionário não termina com esta publicação – é uma obra em aberto, sempre! Nunca se fechará. Tenho consciência que o Dicionário da Música do Rio Grande do Norte é uma obra inacabada, sempre à espera de novos registros. Esta obra é como o nascer do sol: a cada dia que nasce o sol, nasce uma estrela." Maria Leide Câmara.

Você confere outros detalhes da entrevista nessa sexta-feira, a partir das 19h no Xeque-Mate. Não perca!


Texto por Maríllia Graziella e Tatiane Uetti

Pauta por Pedro Barros e Lívia Nogueira


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Xeque-mate recebe Paulo Amarante, médico psiquiatra

foto por Liliane Félix

Paulo Amarante é médico psiquiatra, mestre em Medicina Social, doutor em Saúde Pública e Doutor Honoris Causa da Universidade Popular das M
adres da Plaza de Mayo na Argentina. Foi um dos pioneiros da Reforma Psiquiátrica no Brasil, sendo apontado como o representante do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial, que está intimamente ligado a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Nascido em Colatina, Espírito Santo, durante sua vida acadêmica discordou dos processos de tratamento utilizados nos Hospitais Psiquiátricos. Ao se mudar para o Rio de Janeiro, descobriu que “hospício é mais ou menos igual em todo o mundo”. Participou de vários movimentos libertários, inspirando-se sempre nos trabalhos do médico italiano Franco Basaglia.

fotos por Liliane Félix


No programa Xeque-Mate dessa sexta-feira (19/09), Paulo faz referência aos tipos de violência que já presenciou em suas experiências profissionais, como estupro, encarceramento, restrição alimentar e eletro choques. Por também ser músico, destaca as tentativas de humanizar seu trabalho através da musicoterapia. Seus novo
s métodos causaram estranheza nas várias equipes médicas por quais passou, já que a violência estava bastante banalizada. O psiquiatra também faz relatos sobre fatos marcantes da época em que ainda descobria o universo da psiquiatria e a realidade das condições de trabalho, deixando implícitas denúncias ao sistema falho dos hospitais dirigidos a esses pacientes – que não possuem condições técnicas para o tratamento das demais doenças que os internos possam acarretar Esclarece, ainda, o papel dos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) espalhados pelo Brasil, demonstrando a eficiência do trabalho que promove a integração de várias áreas sociais, desde a médica até a artística.


foto por Liliane Félix

Texto por Marília Graziella e Tatiane Gomes

Pauta por Gunther Guedes e Rafaella Souza


É uma entrevista rica em conteúdo e que estabelece um paralelo entre o antes e o atual desenvolvimento dos procedimentos clínicos nos âmbitos da Psiquiatria. Vale a pena conferir! Sexta-feira, 19/09 às 19h pela TVU.