quarta-feira, 4 de maio de 2011

Miss Universo: sua importância em diferentes culturas.

Ao longo dos anos, os concursos de beleza veem crescendo ao redor do mundo. Desde 1926, esses espetáculos encantam o mundo, tanto pela beleza das candidatas como pela sua organização.
Estima-se hoje, que os concursos de miss tenham uma audiência média de cerca de 600 milhões de telespectadores, algo em torno de 10% da população mundial, o que implica pensar na forma como diversas culturas encaram o concurso de Miss Universo.


Países como Estados Unidos e Venezuela, por exemplo, tem o concurso de Miss como algo cultural. É comum nesses países a miss ganhar o status de símbolo nacional principalmente na Venezuela, onde por vezes a vencedora do concurso nacional representa o governo em eventos a nível mundial. No caso da Venezuela, a história ganha ainda mais importância. No país, marcado por um eterno governo regido por Hugo Chávez, a miss representa a verdadeira identidade nacional.
No Brasil, os concursos tiveram seu ápice na década de 1960. Transmitidos pela TV Tupi, os concursos eram uma espécie de coringa da emissora. Tenha uma excelente audiência, e ainda contava com o apoio do governo. Com a ditadura militar e transferência da sede do concurso para Brasília, o Miss Brasil entrou em um período de decadência, que culminou coma ausência do país no Miss Universo de 1990.

De lá para cá, os concurso só tem crescido ao redor no mundo. No Brasil, tem havido uma revitalização do evento desde 1993, e espera-se que agora o concurso ganhe a mesma importância que tinha na época de Marta Rocha, na década de 1950. Resta esperar para vermos se realmente terá a mesma grandeza, como ocorre na Venezuela.





Por Arthur Barbalho

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ela é bonitinha, pra frentex e tal... ♫

Sabe quando tudo o que você quer é encontrar um CD inesperado que levante seu astral em qualquer hora do dia e te passe uma mensagem do tipo, "e daí? vamos rir disso tudo e tomar sorvete enquanto a gente canta alguma coisa bacana!" É isso mesmo: Matando o Amor - Talma&Gadelha

A insistência para ouvir o álbum veio de tanto comentário positivo no twitter e de elogios constantes feitos há bastante tempo por @leila_de_melo ao trabalho dos dois. Até que em uma manhã @Renata_mcosta faz o download [ que se encontra disponível aqui ] e eu me vejo Matando o Amor que há em mim - musicalmente falando ;]


O Show de lançamento do álbum no último sábado [26] não poderia ter sido em outro lugar, se não, no DoSol. E claro, o clima não trouxe surpresa: música boa e todo mundo disposto a matar o amor -não necessariamente no propósito literal do que a frase supõe - com Talma, Gadelha e a sua banda altamente competente. E com direito a replay de todo mundo gritando por um sorvete de pinha [ que eu jurava ser de Pinga até depois do show ] na madrugada quente da Ribeira.SHOW\o/

O álbum faz parte do projeto Incubadora, em comemoração aos 10 anos de música do DoSol e traz a união de Simona Talma e Luis Gadelha com 10 canções de composição da dupla, produção de Anderson Foca e arranjos de Henrique Geladeira e Chris Botarelli.

As letras passeiam pelo clima de rock descompromissado à la Rita Lee em "Balacobaco" [2003]. O Roqueiro e a Hippie inevitavelmente faz a gente lembrar de outros dois opostos que flertaram e também nos conquistaram no passado, Eduardo e Mônica, e procurando referências ainda mais antigas temos a cereja do bolo que humilde se disfarça de "Mais uma cereja" pronta para te levar até uma festinha bem supimpa e cheia de biquíni de bolinha amarelinha, brasa mora?!

Mas assim como em toda festa, o cd também traz aquele momento do desabafo com gosto de cana acumulada que lá nas tantas da madrugada acaba fazendo o processo inverso e sai pela boca [tcharã] A hora da dor de cotovelo!

Dor que surge através de um blues embriagado para falar do fim [ Matando o Amor]  através daquela   guitarra e bateria que juntas ja bastavam pra sofrer junto com você no momento da lembrança que não sai nem a pau [ Doce hora] ; ou ainda quando a dor sai de forma mais subjetiva [ Se fosse feio ]; e claro, quando ela desperta a nostalgia que se tem ao olhar para o que poderia ser se tivesse acontecido [Daqui há alguns anos]

 
É um vício que ja atingiu mais de 12.000 downloads no site do DoSol. É música boa mesmo, daquelas que vão ficar por muito tempo, e feita por quem esta muito perto para provar que nem sempre o melhor esta no quintal do vizinho só porque ele fala inglês.

Enfim, entre as 10 exposições do amor que Talma&Gadelha apresentam sob diversas sonoridades, todas vão iniciar uma séria relação com você até que a morte os separe.


Por Henrique Arruda
FONTE: aspirinapunk.blogspot.com

O Programa Xeque-Mate entrevista essa semana o músico potiguar Luiz Gadelha


Luiz Gadelha é um músico potiguar que trafega por vários estilos musicais. Realizando trabalhos sonoros que envolvem dês do rock até o tradicional samba, da boemia dos shows de bares até a simpatia do rock infantil e ainda sendo ator nas horas vagas, Gadelha mostra um lado artístico multifacetado que lhe da destaque na cena cultural de Natal. Já em 1996, foi classificado para o I Festival de música do SESC que o possibilitou a gravação de uma música no CD do evento. Em 1999 participou do Projeto Seis e Meia, no Teatro Alberto Maranhão, abrindo o show de Morais Moreira. No ano de 2001 lançou, na Casa da Ribeira, seu primeiro CD independente “Flor de mim” com canções próprias e de outros compositores potiguares.

Em 2002 viaja ao Rio de Janeiro para uma temporada, onde faz shows no Espaço Cultural Constituição, um deles com a participação do músico Tião, repiqueiro da bateria da Mangueira e nas Lonas Culturais. Classifica-se em 2004 no Cosern Musical com o show "Nú com minha música" que resulta o trabalho autoral e voltado para o drums bass, samba e rock ao mesmo tempo, sem fusões. O cantor e compositor foi classificado quatro vezes consecutivas (2001, 2002, 2003 e 2004) indicado ao Prêmio Hangar de Música Potiguar. Em outubro de 2005 estréia o espetáculo “O tempo da chuva” do grupo Beira de Teatro, com canções compostas por Luiz Gadelha para o espetáculo. Filmado no Rio Grande do Norte, o recente longa-metragem do cineasta Buca Dantas “Viva o cinema brasileiro” tem como tema a canção “O sonho pede socorro” composta exclusivamente para o filme por Luiz Gadelha e Valéria Oliveira. Em 2007 une-se a Gabriel Souto em torno de uma idéia e um desejo. Formando a banda Onoffre. A idéia base é a união de Música Eletrônica & Poesia buscando dizer que ser você mesmo é muito mais interessante que repetir conceitos. Em julho de 2008, "Dessa casa quero as lembranças" venceu o festival como a melhor canção pelo juri popular no III MPBeco - Festival da Música do Beco da Lama em Natal RN. A canção é uma parceria com o compositor Bruno Alexandre. Em 2010 compõem músicas e atua na peça “Flúvio e o Mar” do coletivo artístico “atores à deriva” com direção de Henrique Fontes.

Simona Talma é uma cantora que tem raízes no jazz, blues e rock. Nos seus shows gosta de encarnar o espírito melancólico e noturno das grandes divas do jazz norte americano (Billie Holiday, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald). Essa vertente fica clara em seu álbum solo “ A moça mais vagal que há”, gravado em 2005, mas só lançado em 2008 pelo projeto Cosern Músical.

Talma e Gadelha já são amigos há muito tempo e o fruto dessa amizade são os diversos trabalhos que eles realizam juntos e com outros artistas da cena musical do estado. Entre esses trabalhos estão; o Projeto Retrovisor une artistas que compõem juntos e cantam as próprias músicas. Com uma demo lançada na criação do projeto em 2006 e um cd oficial lançado em Abril de 2007, em Ribeirão Preto (SP) no evento do Dia Global do Voluntariado Jovem no Brasil, em Natal (RN) com a participação do cantor paulista Renato Braz e Fortaleza (CE) na Feira da Música; Ângela Castro, Khrystal, Luiz Gadelha, Simona Talma e Valéria Oliveira, produzem, tocam, cantam e compõe na mesma sintonia pra que a música de cada um seja ouvida por todos os cantos do mundo. Outro projeto foi "Sem perder o passo" - Carnaval em Natal com música autoral resgata o espírito dos carnavais de rua da década de 80, conferindo uma linguagem tipicamente natalense aos quatro dias de folia. Este foi o objetivo principal que uniu os músicos potiguares Valéria Oliveira, Simona Talma e Luiz Gadelha. Criada às vésperas do carnaval, a parceria já rendeu um cd demo que será lançado no dia 18 de Janeiro de 2008 no Baile da Saudade, na Ribeira. Ainda o projeto Trem fantasma onde eles tocam músicas infantis com ritmo de rock. O mais novo trabalho dos dois que por sinal acabou de sair do forno é o CD “Matando de Amor” um álbum bastante autoral, que fala do amor, por meio de uma sonoridade rock despojada, fazendo referencia a grandes nomes como Mutantes, Rita Lee, Raul Seixas e Cazuza. Matando de Amor é uma iniciativa do projeto Incubadora, do centro cultural Dosol, que busca viabilizar a gravação de trabalhos autorais de artistas potiguares durante o ano de 2011.

Por Ygor Felipe

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Corrupção e a bola: mais comum do deveria.


O futebol é hoje o esporte mais importante do planeta. O mais visto, mais praticado, e acima de tudo, o mais rentável. Sendo um esporte capaz de gerar altas receitas, o futebol tem sofrido nos últimos com vários casos de corrupção. Tanto dentro como fora de campo.
Não são poucos, por exemplo, casos como o jogo entre Croácia e Itália na Copa de 2002, quando o empate classificava as duas seleções. Pobre Itália que foi eliminada na partida seguinte, contra a Coréia do Sul.

Fora do campo, os casos são imensos. Um recente foi à suposta venda de votos para a escolha das sedes das Copas de 2018 e2022. Dois membros do Comitê Executivo da FIFA foram afastados sob suspeita de terem vendido seus votos. E isso não é algo recente. A corrupção no futebol só tem aumentado nos últimos anos.

A Itália, por exemplo, viveu um caso recente. Em 2006, a imprensa italiana publicou uma série de conversas telefônicas envolvendo, árbitros, dirigentes e jogadores. Dentre os principais envolvidos, estava a Juventus, time de maior torcida do país. Como resultado, dirigentes banidos do futebol e o clube de Turim rebaixado para a segunda divisão.

Em 1979, também na Itália, um caso de corrupção chamou a atenção do mundo. Conhecido como escândalo do Totonero, o episódio chamou atenção pelo número de pessoas envolvidas e presas, sendo um total de 48 pessoas, incluindo também jogadores, que chegaram a ser presos dentro dos estádios.




No Brasil, esses casos também são “comuns”. Em 2005, a revista Veja publicou uma extensa matéria que denuncia árbitros de futebol e apostadores de sites, num escândalo que marcou o campeonato brasileiro daquele ano. O então árbitro Edilson Pereira de Carvalho foi denunciado e condenado por manipulação de resultados.  O campeonato teve 11 jogos anulados e ficou marcado pelos casos de corrupção que o envolveram, tirando o brilho da conquista do Corinthians, que contava com Carlitos Tevez, Mascherano e companhia.




Contudo, a história de corrupção no Brasil começa bem antes. Em 1979, o então diretor da Revista Placar, Milton Coelho da Graça, em parceira Juca Kfouri começaram a investigar um suposto esquema de manipulação de resultados. Após uma longa investigação, o jornalista Sérgio Martins publicou uma reportagem onde denunciava o esquema que ficou conhecido como o caso da Máfia da Loteria Esportiva, onde árbitros eram acusados de manipular resultados visando lucrar por meio das apostas. A repercussão foi tanta que a credibilidade e o interesse público pela Loteca caíram drasticamente.

Os casos de corrupção no esporte não são raros, e no futebol emergem com maior facilidade. É uma pena que o esporte mais visto e praticado no mundo ainda seja um recanto para dirigentes e cartolas corruptos. Tudo o que se espera é casos como esses não tirem o brilho de um espetáculo tão majestoso.



Por Arthur Barbalho

Natal na Copa de 2014


O Brasil será a sede da Copa do Mundo de futebol em 2014, o que vem acarretando uma série de discussões sobre as mudanças na infra-estrutura das cidades que irão receber o evento. Construção ou reforma de estádios, melhoria nos aeroportos, segurança e rede hoteleira que receberá atletas e turistas, agora fazem parte da rotina dos brasileiros.

Natal foi uma das cidades escolhidas para sediar a competição, mesmo sem apresentar estrutura alguma para isso. Além da construção de um novo estádio, o Arena das Dunas que substituirá o complexo Machadão-Machadinho, outras mudanças importantes devem ser feitas na cidade até o término do prazo dado pela organização do mundial para a conclusão das obras.

Parece ser mais fácil construir um novo estádio a reformar um antigo que serve para os propósitos da população natalense há muitos anos. A construção da Arena das Dunas prejudicará os times do Rio Grande do Norte, pois mesmo que o estádio de Goianinha seja uma alternativa, isso irá reduzir o público de América e Alecrim e acrescentará um custo na atividade dessas equipes provocando um grau a mais de dificuldade para o funcionamento dos clubes.
Além dos transtornos que causará ao futebol norte-rio-grandense, a construção da Arena das Dunas custará 1 bilhão e 200 mil reais, dinheiro que poderia ser gasto na resolução de problemas mais urgentes em nosso estado, como saúde e educação, porém o atraso da obra pode fazer com que esse gasto, já bastante elevado, suba ainda mais.

 
Por Caroline Bittencourt

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Xeque-Mate dessa semana entrevista Juca Kfouri



      


José Carlos Amaral Kfouri nasceu em São Paulo, em 4 de março de 1950. Paulistano do bairro de Itaim Bibi, Juca Kfouri ingressou na Aliança Libertadora Nacional (ALN) durante a ditadura militar por ser um jovem que acreditava na democracia. Iniciou o curso de Ciências Sociais na USP, mas logo descobriu que seria jornalista. Nesse período já trabalhava no Departamento de Documentação (Dedoc) da Editora Abril.

Há mais de 35 anos no jornalismo, Juca Kfouri foi diretor de redação das revistas Placar e Playboy, colunista do O Globo e Lance. Passou pela Rádio América e Americansat, antes da CBN, onde apresentou o CBN Esporte Clube por dez anos. E também pelas emissoras de televisão, TV Tupi, SBT, TV Record, TV Globo, Rede Cultura, RedeTV, rede CNT. Atualmente Juca participa de programas na ESPN Brasil e internacional. Além disso, é responsável por uma coluna na Folha de S. Paulo, comentarista da CBN e mantém um blog na página da UOL intitulado “Blog do Juca Kfouri.”

Apaixonado por futebol e roxo pelo corinthians, tem cinco livros publicados: A Emoção Corinthians (1982), Corinthians, Paixão e Glória (1996, com relançamento em 2002), Meninos, Eu Vi… (2003), O Passe e o Gol (2005) e Por que não desisto - Futebol, Poder e Política (2009). E tem sua história contada na biografia “Juca Kfouri: O Militante da Notícia”, escrita por Carlos Alencar e lançada em 2006.

O jornalista esteve em Natal, no dia 5 de abril, para proferir palestra “Jornalismo, Esporte e Democracia” promovida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) através do Departamento de Comunicação (Decom) e será o entrevistado dessa semana no Programa Xeque-Mate. Não perca, as 19h30 na TV Universitária.

Por Kamyla Álvares