sexta-feira, 27 de abril de 2012

Novo Código Florestal Brasileiro


 Por Bianca Fratus



Sempre que o Código Florestal Brasileiro volta a ser assunto discutido pela população, certamente é por alguma alteração feita neste documento criado para estabelecer limites de uso da propriedade, a qual deve respeitar a vegetação existente na terra, considerada bem de interesse comum a todos os habitantes do Brasil.
Desde o primeiro, estabelecido em 1934 e atualizado em 1965, várias tentativas de flexibilização do Código Florestal Brasileiro têm sido feitas. A última ocorreu no ano passado. Em Maio de 2011, o deputado Aldo Rebelo propôs a votação do projeto do novo Código Florestal Brasileiro.
  As principais diferenças entre o novo Código Florestal e o que está em vigor estão relacionadas a área de terra em que será permitido o desmate, ao reflorestamento dessa área e a punição para quem já desmatou. Segundo o novo texto, as propriedades que utilizam topos de morros e encostas, terrenos conhecidos como APPs, continuam onde estão localizadas, sem serem consideradas irregulares. A polêmica acerca deste novo código reside na suspensão das multas aplicadas a proprietários rurais que desmataram até Julho de 2008. Em contrapartida, eles terão de recompor a área degradada num prazo de 20 anos; Porém somente os grandes agricultores, os pequenos ficam desobrigados de recompor a reserva.
A diminuição da conservação da flora em margens de rios também é outro ponto bastante discutido no novo código, a medida concede ao Governo o privilégio de autorizar plantações nessas áreas.
Após mais de seis horas de discussão, por 59 votos a favor e 7 contra, o novo Código Florestal Brasileiro foi aprovado no Senado em 06 de Dezembro de 2011.

domingo, 1 de abril de 2012

O Brasil Privatizado


Por Caroline Bittencourt

O processo de privatização no Brasil representou uma mudança radical do papel reservado ao Estado na atividade econômica. Desde o primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1945), quando se implantou uma vigorosa política de substituição das importações, ficou assentado que os grandes empreendimentos, de interesse estratégico para o desenvolvimento do país, deveriam ficar sob tutela estatal.
Porém, no governo Collor foi instituído o PND, Programa Nacional de Desestatização, com o qual privatizou 18 empresas, dentre elas a Usiminas e a Companhia Siderúrgica Nacional. Com a posse de Itamar Franco, concluiu-se a privatização de empresas do setor siderúrgico, iniciada por Collor, e foi leiloada a Embraer, que estava a beira da falência, e então as privatizações foram deixadas de lado até o governo FHC.
Com a criação do Conselho Nacional de Desestatização, Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), adotou algumas recomendações do Consenso de Washington e do FMI e deixou claro seu propósito de implementar um amplo programa de privatizações.  FHC alegava que o motivo era estabilizar a economia, então empresas públicas produtivas, como a Vale do Rio Doce e a Light, vendidas a preços muito abaixo do que realmente valiam, com financiamento público.
Apesar das tentativas de diminuir a divida externa do país, as privatizações saíram pela culatra, aumentaram as dívidas interna e externa, além do desemprego, e a maioria das empresas está dando muito mais lucros do que na época em que foram privatizadas. A Vale, por exemplo, foi vendida por um valor muito abaixo de mercado, equivalente a menos que ela obtinha por ano em 1995, e hoje, a algo em torno do feito em apenas um trimestre.
Além disso, o processo de privatização esteve envolto em graves suspeitas de corrupção, com acusações de cobrança de propinas milionárias. Causou polêmica, ainda, a intervenção do presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, na composição dos grupos que concorriam pela companhia, numa ação vista como decisiva para o resultado final do leilão. Recentemente, esses e outros escândalos envolvendo as privatizações foram denunciados por Amaury Ribeiro Jr. no livro “A Privataria Tucana”.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Programa Xeque Mate volta com tudo

No ano de 2012 o Xeque Mate faz 10 anos, pensando nisso nossa equipe planeja muitas novidades para os nossos telespectadores. Enquanto isso os alunos participam de oficinas, preparando-os para mais um semestre de muito trabalho.

Fiquem ligados no nosso blog, twitter, e página para mais novidades. Se tiver alguma sugestão ou crítica contate-nos por twitter, facebook ou através do email assessoria_xequemate@yahoo.com.br.

Não percam o Programa Xeque Mate toda sexta-feira às 19:30 na TVU, com reprise na segunda-feira, às 12h.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Uma viagem pela história do cordel

Por Felipe Joseh

A novela Cordel Encantado, exibida pela Rede Globo de Televisão, despertou a curiosidade da população brasileira pelo cordel, uma manifestação artística de grande representatividade no cenário cultural nordestino e brasileiro. Você sabe com exatidão de onde vem o cordel do jeito que conhecemos e admiramos?
 
Pra quem pensa que o cordel é um estilo literário tipicamente nordestino e com suas origens fixadas na nossa região está muito enganado.  A literatura de cordel é mais antiga do que imaginamos, e, de acordo com pesquisadores, tem suas origens lá na antiguidade, durante o império greco-romano, passando pelos fenícios, cartagineses, saxões, até se popularizar na península ibérica (Portugal e Espanha), de onde vem a maior parte das nossas raízes linguísticas.
 
O estilo da forma que conhecemos vem de Portugal, e chegou ao Brasil junto com a vinda dos colonizadores durante o século XVI, tendo a Bahia, mais precisamente Salvador, como sua morada inicial. Partindo da capital nacional durante aquela época, o cordel se popularizou e se desenvolveu no nordeste, alcançando várias outras regiões, que originaram os estados assim como conhecemos hoje. E por que no nordeste? Simples. Nossa região foi o primeiro ponto nacional de mistura e convergência de diversas culturas, originando uma variedade artístico-literária muito interessante. Naturalmente, a região nordeste é o berço de um estilo literário com traços tão diversificados.
 
É datado de por volta de 1750 os primeiros repentes de cordel oral, só depois de alguns anos sem o reconhecimento merecido o cordel ganhou a fama de poesia popular, tendo como o improviso, sua mais fiel e peculiar característica. Algum tempo depois, o cordel também conquistou a produção escrita, tendo como percussoras, em sua maioria, pessoas ainda desconhecidas que, infelizmente, não tiveram trabalho reconhecido com o passar do tempo, pois os registros ainda são muito vagos e não possuem precisão.
 
Atribui-se a Leandro Gomes de Barros, um dos primeiros registros de cordel escrito no Brasil, autor da famosa “Peleja de Manoel Riachão com o Diabo”, um marco para a produção cordelista nacional.


*Dados baseados no site da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC)*
Visitem: http://www.ablc.com.br/

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Novelas retratando a vida real


Por Rafaela Dantas





 

As novelas brasileiras são conhecidas por serem inspiradas na vida real. Inúmeros temas são abordados pelos autores em suas novelas, geralmente assuntos do momento, da vida política, ou social do país. Como também acontecimentos históricos importantes do passado da nação. Isso faz com que a população se interesse por novelas.

Uma das novelas que conseguiu reunir o maior número de assuntos polêmicos com certeza foi Chamas da Vida, que foi exibida pela Rede Record em 2009. A autora Christianne Fridman abordou em sua novela, pedofilia, uso de drogas, AIDS, estupro e aborto, mas sempre na dose certa, para não ficar pesado nem causar mal estar. A trama foi bem assistida pelos brasileiros, garantiu médias que variavam de 13 a 18 pontos, garantindo o segundo lugar no Ibope, e às vezes momentos de liderança.

A Rede Globo sempre veicula novelas que retratam a vida real da população em geral, seja ela rica ou pobre. Em Caminho das Índias (Glória Perez), que foi exibida em 2009, um dos temas tratados foi a Esquizofrenia. Ademir (Sidney Santiago) sofre com a doença e ajuda a informar sobre a complexidade deste problema. Mulheres Apaixonadas (2003) escrita por Manoel Carlos tratou de assuntos como o alcoolismo, os maus tratos na terceira idade, a violência contra a mulher e o desarmamento. O Clone (2001-2002) de autoria de Glória Perez abordou a cultura muçulmana, clonagem humana e dependência química. Laços de Família (2000-2001) também escrita por Manoel Carlos teve como temas a Prostituição vivida pela personagem Capitu, interpretada por Giovanna Antonelli. Assim como, o drama vivido por Camila interpretada por Carolina Dieackmann, que descobre estar com Leucemia e precisa urgentemente de um doador de medula. Cada novela tem um pouco, ou até mesmo muito da vida real.

As minisséries globais costumam retratar fatos históricos do nosso país, mas sempre romanceando a história. A Casa das Sete Mulheres (2003) narra à trajetória de personagens reais e fictícios durante a Revolução Farroupilha – movimento separatista antiimperial ocorrido na então província do Rio Grande (1835-1845). A Invenção do Brasil (2000) reúne ficção, documentário e comédia, é uma paródia que tem como fio condutor a trajetória de Diogo Álvares Corrêa (Selton Mello), um degredado português que viveu no Brasil no século XVI, e Paraguaçu (Camila Pitanga), uma índia por quem ele se apaixona. JK (2006), baseada na trajetória de Juscelino Kubitschek, conta a história de sua vida pessoal e política. Abolição (1988), a narrativa é centrada no período em que a Lei Áurea está prestes a ser assinada pela Princesa Isabel (Tereza Rachel), em 13 de maio de 1888. Nesse momento, o tema abolicionista era amplamente discutido nos centros urbanos, enquanto nas áreas rurais relações escravagistas ainda eram intensamente vividas.

Por fim, seja uma novela ou uma minissérie, seus autores sempre têm o interesse de retratar assuntos polêmicos, históricos e do cotidiano. Isso faz com que a novela se aproxime cada vez mais da vida do telespectador, fazendo com que ele a assista por se identificar com um ou vários temas abordados nela. É como diz o ditado: “A arte imita a vida!”

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O desafio de assumir a nova prefeitura

Por Felipe Alves

O Xeque Mate entra ao ar essa semana com um convidado especial, o deputado Hermano Morais, que em entrevista ao nosso programa trouxe a tona o debate das eleições municipais de 2012. Ele é um dos pré-candidatos ao pleito municipal.

Assumir a administração de Natal no ano de 2013 (levando em conta que a posse do futuro prefeito ocorre em janeiro do ano seguinte à eleição) não será uma tarefa simples. A cidade do Natal vem de uma administração indiscutivelmente fracassada em termos de popularidade, e os desafios não são poucos. Além das recorrentes reivindicações relacionadas às necessidades básicas da população (saúde e educação de qualidade, segurança pública eficiente, e etc.), a nova prefeitura terá o desafio de administrar a cidade em tempos de copa do mundo, o maior evento que a cidade já recebeu em sua história, sem dúvida alguma.


Partidos e coligações já começam a se articular e traçar os objetivos para as eleições do ano que vem, e é nesse clima de disputa e expectativas que a cidade aguarda receosa o(a) novo(a) prefeito(a). Uma coisa é certa: o desafio de administrar Natal nunca foi tão grande. Esse e outros temas foram colocados em xeque no programa com Hermano Morais, que vai ao ar amanhã, dia 02/10, 19h30, na TVU.