
Na primeira etapa do programa, Tarcísio nos falou um pouco sobre seu primeiro contato com o Teatro, enfatizou a influência que havia tido do seu irmão, já envolvido com a arte, mas não negou sua disposição e habilidade nata de praticá-la: “Eu sempre fui muito exibido, sempre gostei de aparecer, certa vez ainda pequeno, escrevi uma carta pra o meu irmão pedindo uma câmera filmadora, ele achou que eu estava louco.” O professor ainda esclareceu para o programa que nasceu em um ambiente muito propício e instigante para desenvolver o teatro,nos falou que tinha irmãos e todos eles estavam de alguma forma ligada a prática da criação, um era boêmio, outro era poeta e ainda outro ator, todos eles foram vitrines pra Tarcísio. Ainda no primeiro bloco, o professor nos falou um pouco como ele foi parar no Rio de Janeiro, declarou que tinha recebido uma promessa de estágio mais tarde isso teria se tornado um blefe, mas o que tinha mesmo feito ele deixar o RN tinha sido o próprio teatro. O entrevistado brinca quando diz que morava em um kitnete apertado com quatro primos e seu irmão e no meio da noite traziam mulheres para lá.

Na fase seguinte de entrevistas os alunos perguntam sobre sua loucura pelo Flamengo e Tarcísio não negou sua paixão absoluta pelo time, para isso narrou uma partida de 1963 no estádio do Maracanã; ele nos contou que o local estava entupido de pessoas e eu via os bêbados sendo jogados de cima pra baixo “eu não sei como consegui sair dali”, brinca com muito bom humor o professor. Novamente é perguntado a ele sobre sua experiência na capital carioca e o entrevistado fala da relevância que foi está naquele local, naquele período, afirmou também ter pego as primeiras edições de uma revista chama SENHOR, onde Clarice Lispector, João Guimarães Rosa, Jorge Amado publicava seus textos inéditos. O entrevistado humildemente fala da sua carreira como jornalista e nos diz que trabalhou no jornal do Brasil como reserva de revisor aonde teve a sorte de corrigir os texto de Carlos Drumont de Andrade.

foto por André Salustino
“Eu estava no Rio de janeiro quando a bossa nova se consolidou, tive o privilégio de ver o cinema novo, assisti Vidas Secas de Nelson Pereira dos Santo, Vi também, os primeiros inéditos de Clarice Lispector, João Guimarães Rosa e Jorge Amado serem publicados na revista Senhor”.
Depois da experiência no Jornal do Brasil o professor Tarcísio recebeu o convite pra voltar pra o Rio Grande do Norte onde trabalhou na livraria Universal, durante sua estadia na capital potiguar o professor participou do concurso Câmara Cascudo onde se saiu vitorioso tento muito de seus contos publicados nacionalmente, só na década de 1980 ele retorna ao Rio de Janeiro para fazer o mestrado.

foto por André Salustino